sábado, 27 de março de 2010



























Hoje acordei meio fósforo

Esperando minha própria luz
Esperando meu próprio ápice
Esperando meu próprio fim

Os fósforos ficam todos lá, conversando
Imaginando como serão suas vidas.
Intensas, fortes, luminosas ?

Rápidas? Não.
Nós é que temos essa mania boba
De achar que só quando a coisa é grande
É que vale a pena.

Felicidade pode ser pequena.
Pequena constante
Inconstante, mas pequena.

E os fósforos estão lá,
Imaginando e sonhando
Sobre a vida e a morte, simultâneas.
Simultâneas.

São poucos os que percebem que quando se vive, se morre.
Os fósforos sabem disso desde... Sempre, e adoram.
A vida (deles) é um acontecimento só.

Só.

E está ótimo!
Há tanta coisa que nunca acontece por aí...

1 Pensamento[s]:

Ana Carolina disse...

Pura verdade. Não sei porque não nos inspiramos mais neles de vez em quando. Teve algo muito essencialmente Alberto Caeiro nesses versos.

Linda foto de layout, aliás.
Fico feliz por ter posto algo mais aqui :)

:*